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Café e Poesia
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13.05.08
Vazio...SILÊNCIO E FACE Por; Italo Leonardo do Amaral Moreira O silêncio. De repente, Um vulto... (...) silêncio! No silêncio Um grito, De euforia... (...) Silêncio! O silêncio, O nada, Uma deusa... (...) Silêncio! O silêncio, Num instante, Multidão... (...) Silêncio!
No silêncio, Surge um louco, Um tiro... (...) Silêncio! Italoleonardo 2006/2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br .
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 13.05.08
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30.04.08
Amores...Por; Italo Leonardo do Amaral Moreira Meu amor se foi, deixando comigo o vazio, o nada. Quando eu estava triste um amigo me disse que nada pelo menos é alguma coisa e que pior que isto, é não ter sequer o nada. Então, nada é tudo, tudo é nada? Que merda!!! Que confusão desgraçada!!! "Quando te vi, aquilo era quase um amor”... (Djavan)▄ ▄ ▄ ▄ ▄ ▄ ▄ ▄ ▄ ▄ ▄ ▄ ▄ "Preparar Mísseis: Promessa dos EUA de destruir Estados que apóiam terrorismo aciona as sirenes da nova guerra.”( Istoé – 19-09-01).
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 30.04.08
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26.04.08
Em momentos de INSÔNIA...Cartaz de Valentina Kulagina de 1930. “Estamos prontos para defender a URSS” é a mensagem passada no cartaz. Poucas cores e formas geométricas – Construtivismo Russo.Quem é teu Inimigo“O que tem fome e te rouba o último pedaço de pão, chama-lo teu inimigo, mas não saltas ao pescoço do teu ladrão que nunca teve fome.”(Bertolt Brecht) Bertolt Brecht foi um, dramaturgo, encenador e poeta alemão do século XX, filho de burgueses, enfrentou a má fadada sina de viver em um país destruído pala guerra. Seu primeiro sucesso veio com a peça “Im Dickicht der Städte”, protagonizada por Fritz Kortner e dirigido por Engel. Em meio a um turbulento período político, Brecht une-se a um grupo influenciado pela recém formada União Soviética, levado pela experiência bem-sucedida da implantação de um regime socialista; uma luz no fim do túnel para o então sofrido povo alemão daquela época. E a este grupo que Brecht vai se unir, na ânsia de debelar o seu desespero existencial. Contudo, após a eleição de Hitler em 1933 Brecht já não se mostra mais tão seguro quanto à Alemanha Nazista, e é quando exila-se na Áustria, Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Inglaterra, Rússia e finalmente nos Estados Unidos, onde recebe o Prêmio Lênin da Paz em 1954. Para o seu Teatro Épico, duas motivações podem ser identificadas: - A concepção marxista do Homem, um ser que deve ser entendido observando-se o conjunto de todas as relações de que participa. Para Brecht, a forma épica é a única capaz de apresentar as determinantes sociais das relações inter-humanas. - O seu intuito didático, a necessidade de um “palco científico” capaz de desmistificar as relações da sociedade, esclarecendo o público e suscitando a ação transformadora. Suas principais obras são: Um Homem é um Homem, onde há a idéia do homem como um ser transformável; Mãe Coragem e Seus Filhos, sobre a Guerra dos Trinta Anos, escrita no exílio, no começo da Segunda Guerra Mundial; e A Vida de Galileu, drama biográfico com o qual Brecht encontra definitivamente o caminho do teatro dialético. Afirma Bernard Dort a respeito deste último: “Galileu foi escrita, pelo menos originalmente, para servir de exemplo e de conselho aos sábios alemães tentados a abdicar seu saber nas mãos dos chefes nazistas.”
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 26.04.08
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19.04.08
PALAVRAS DE UM ESPECTADOR Por; Italo Leonardo do Amaral Moreira "Vamos falar de pesticidas e de tragédias radioativas, de doenças incuráveis, vamos falar de suas vidas..." (Renato Russo)Vamos falar de brasileiros, de suas novelas, que "tem a intenção de dizer / mostrar a realidade"; tenha paciência!!! Vemos há muito, exageros cometidos pelas nossas mundialmente consagradas novelas, que são bem feitas sim, mas pecam gravemente quando dizem expor a realidade brasileira. Aí não né!!! Realidade é outra coisa!!! Vimos por exemplo, em uma novela exibida em 1986 se não me falha a memória, quando eu tinha apenas 6 aninhos de idade e reprisada a não muito tempo no "Vale a Pena Ver de Novo", onde a novela retratava o Brasil, repleto de corrupto em todos os cantos, onde cada cidadão, se vendo cercado por "Cambalachos", que aliás, era o nome da novela, acabava por se valer das mesmas ações para se darem bem.Ta bom! Até que isso é verdade sim, contudo na época, a novela, pelo formato que tinha, era quase uma comédia pastelão, com vários exageros que apontavam sim para uma "realidade" brasileira, isso, deixava sempre bem claro que tudo aquilo era uma caricatura. Diferente do que vemos hoje, como bem citou um amigo (Homero Moltinho) em seu excelente blog quando para dizer do assunto do qual ele aborda com o título "Teses e Feses”, citava uma passagem da novela "Senhora do Destino", quando a personagem Maria do Carmo chegou ao Rio de Janeiro e lá se deparou com Soldados atirando contra uma multidão apavorada, no que seria seguramente um verdadeiro massacre, quando na realidade, sabemos muito bem que apesar de tudo, isso nunca aconteceu. Então amigos, isso sim é que é tentar vender uma realidade que nunca existiu - isso é que é deturpar os fatos. Vale a pena ler o texto a que me refiro. Sobre a novela " América", não vale a pena nem comentar, um verdadeiro estupro ideológico o que fizeram ao exibir aquele lixo cultural. "Malhação", um outro lixo que há pelo menos 14 anos, vem explicitamente deseducando nossos jovem, contribuindo para que estes sejam cada vez mais alienados. Vocês já repararam que a toda poderosa das telecomunicações, fazedora de novelas, mantém um circulo fechado de não mais que meia dúzia de autores de telenovelas e que 99% delas são de histórias ocorridas em SP e RJ? Como se o Brasil se resumisse a isso! E as minisséries que quando tentam contar parte de fatos históricos sempre acabam por transformar nossa história em mais um “causo” de furnicação. Mas ta tudo beleza pura né!?!?!?!?!?!?! Li uma frase que me fez e ainda me faz pensar muito, que dizia mais ou menos assim: "Como é que pode haver CULTURA POPULAR, se o POPULAR é INCULTO ?" Italoleonardo 2006/2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br .
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 19.04.08
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13.04.08
GERARDIM E A TAR DE BICICRETA Por: Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Bicicreta, Cigarro de palha... Eta Gerardim! Conte esse troço direito pra mim.
A muié deu defeito, Ocê levou pro Drº concertar, E na vorta pra casa o filho do Zé Firmino Trouxe uma tar de bicicreta pr’ocê exprimentar.
Então, lá no campo de avião Depois de andar de pareia, Chapo o pé no estribo da bicha Jogou a perna por cima do lombo.
Levando um baita tombo. E ali se deu por horas e horas O duelo do Gerardim com a tar de Bicicreta, Que o derrubou um monte de vez e não andou, desse tanto.
E Gerardim muito nervoso, Resolveu largar daquele alvoroço E ir embora com ela de pareia, Antes que ele ficasse sem couro nas ponta dos oso.
Mas o bicho é tinhoso, não descansa, Levantou na segunda-feira para ir pro serviço E pensou: – “Eu levo ocê comigo, bicicreta tinhosa, Te dou umas esfrega no caminho, quero vê se ocê num amansa!”
Mas o caminho era descambado, a tar de bicicreta pego um imbalo, E ele, apavorado, juntou nos guampim da bicha, diministrô mais o menos no prumo; E a bicicreta era atentada, deu uma baita duma rabiada Jogando o Gerardim contra um lote fechado com arame farpado.
Eta Gerardim atrapalhado! Percebendo o inevitável tombo, Chamou tudo que é santo, até que gritou um mais agraduado, Que não pode livra-lo do tombo, mas torou o arame farpado, Diminuindo um mucado os estrago to tombo.
E assim seguiu-se a luita de Gerardim contra a tar Bicicreta. Um aranzé danado! Era bicicreta prum lado e Gerardim pro outro lado. E eis que, irritado, ele cramava de dor, já tudo ralado, Dizia: – “intero três obijeto que eu num tenho mais cunfiança, Bicicreta, cigarro de palha E sortado.Italoleonardo 2007 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br OBS:. Inspirado em Geraldinho Contador de Causo, em um de seus causos que mais gosto que é o da Bicicleta.Ver link em: http://br.youtube.com/watch?v=zwYiqNF0LAI.
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 13.04.08
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04.04.08
MEMÓRIAS DO ALTEREGO My little friend Matheus!!!!!!!!!!
Como é que estão as modas meu caro?
Há quanto tempo não nos vemos!!!!!!!
Recordo-me como se fosse ontem daquela vez em que fomos a aquele bordel e aquelas mulheres, todas a nos servir tulipas transbordando sexo............... Não me esqueço daquela oriental, 19 anos era a idade dela se não me engano, com aquele português mau falado... (...) descobri mais tarde que aquela lingüinha possuía outros predicados!
Se não me engano foram umas duas garrafas de Whisky, Dimple – já era dia quando saímos de lá!
Precisamos volta lá meu amigo!!!
Hasta Hotra!!!!!!!!!!!!!!!!My careless and dear Italo,Por aqui as coisa continuam indo sempre como nunca foram, há dias sem luz e noites sem sono. Mas, você me recordou de uma de nossa tantas desventuras, o que me fez analogar com aquela viagem à Paris que fizemos no auge de nossa juventude. Você com certeza deve se recordar de como a la bélle estava realmente encantadora naquela primavera sessentista, era o ápice do poder jovem, você militava em comícios nos boulevars do oeste, grintando à plenos pulmões palavras de ordem contra o mundo em que estávamos tornando tão degradado, enquanto eu enrolava outro rasch no apartamento e lia baudelaire, mas à noite, ah! à noite tudo era oniríco na cidade das luzes! um sonho de bebâdo como estavámos pela beleza de vinhos baratos e amáveis deimoselles por toda parte nos convidando para um drink e algo mais... Não sei porque isso me lembrou aquela louca viagem de carona ao México, mas esta é outra estória... .
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 04.04.08
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30.03.08
PALAVRASErros que Cometemos?Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Muitos são os momentos em que me coloco numa espécie de transe, talvez numa tentativa de sintonizar uma “FM Astral” que toque sonoros e energéticos blues, que me permitam, num estado de nirvana, entender toda esta loucura que nos cerca e nos faz envelhecer a passos largos.
Ouvi um dia alguém dizer:
- “Além de nós, outros também têm problemas”.
Sim, mas e daí?
Seria talvez, tal comentário sido feito como forma de “consolo”, para nos dar a idéia de que não estamos “sozinhos” neste tal barco furado e que assim, não seríamos os únicos a ter problemas?
Triste realidade esta nossa de seres humanos, racionais e cheios de vontades, conceitos e preconceitos, talvez por isso, irremediavelmente frustrados.
Quem não tem a sua própria masmorra, úmida e fria, repleta de ratos e sombras aterrorizantes com formato de monstros?
Quem não tem seus próprios fantasmas, camaradas ou não, que te tiram o sono fazendo-te passar noites a fio, te levando a exaustão, na busca de soluções para problemas que em suma, nem são tão problemáticos assim.
Convivendo com outras pessoas pude perceber inúmeras realidades, semelhantes sim, mas nunca iguais. Isso me deu a chance de perceber que os problemas não existem de fato, pois uma vez que algo que não me afeta pode causar transtorno a outros, posso concluir que um “problema” seja a soma de uma situação às percepções e conceitos que construímos ao longo dos anos.
É simples: Para que haja fogo, é preciso que se tenha combustível, comburente e calor, eliminado um destes elementos, extingue-se o fogo, é provável que assim também seja com os nossos problemas, elimina-se uma das causas e ele se extingue, quase sempre procuramos extingui-lo eliminando o problema. Talvez, não seria mais fácil trabalharmos os nossos conceitos e percepções?
Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br .
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 30.03.08
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24.03.08
FEITO O AZUL QUE ABRAÇO Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Dentro de mim habita um homem Que tem fome. Sua luz é diferente... Habita um homem “crente”, Que sonha, Que cresce a cada dia, De uma forma sensacional. Habita um homem que busca A última gota de vida em cada dia. Dentro de mim habita uma enorme esperança, De que tudo seja ameno E o menos doloroso possível. Habitam inúmeras incertezas, Habita um homem duro, reto, Mas também sensível. Dentro de mim habita um homem Que chora, mas que também sorri. Habitam inúmeros amores, que não escolhi. Dentro de mim habita um homem Que tem fome. Um homem forte, Que chora, Que ama, Que sonha, Que sorri. Dentro de mim habita uma alma, Que voa alto E executa rasantes espetaculares.Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br .
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 24.03.08
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19.03.08
RESPONDENDO UM AMOR NA INCERTEZA Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira 09-08-95 Quando você pensa que esta tudo cercado, Você olha para todos os lados, Estufa o peito enchendo os pulmões de ar E ao chegar bem perto o certo vira incerto.
Por ela me apaixonei, Chorar até chorei, Dias, noites nela pensei, E no fim das contas eu fracassei.
E o certo que um dia virou incerto, Hoje se confirma na certeza do incerto, E mesmo na incerteza a amei. E tenho certeza que o que senti era certo e verdadeiro.
E saibam, Que a incerteza dói muito, Que o que não me é correspondido machuca, Mas a certeza de não ti ter me derruba.Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 19.03.08
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06.03.08
Simplesmente poesia...POESIA ESQUISITA Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Qual a distancia que tenho de percorrer entre os mundos? Distantes, mas, por imposição de quem? São mundos tão iguais e tão diferentes, São belos os mundos e ao mesmo tempo, imponentes.
Impotentes por suas respectivas ignorâncias, São mundos separados por uma pseudobarreira, Que sem sombra de dúvida é perfeitamente derrubavel, Tão derrubavel quanto suas estúpidas ignorâncias.
Que, aliás, é parte significante da tal barreira, Que não separam distâncias físicas E sim distancias espirituais.
Na verdade não passam de barreiras estúpidas, Tão estúpidas quanto esta poesia ruim Sem musica porquê não rima, portanto sem cor.
E que acaba nesta solitária linha esquisita.Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 06.03.08
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27.02.08
PENSAMENTOS SOLTOS:Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Caminhos vão se formando a nossa frente, surgindo inopinadamente, onde antes só havia a vasteza de um indolente espaço vazio. Eles vêm, os caminhos, dando-nos novo rumo, mudando a direção de nossos movimentos, retificando nossa sorte, ratificando apenas o fato de que nossa caminhada nada mais é que uma insabida jornada, onde não sabemos nada, exceto o fato de que temos que seguir incansáveis neste ofício, que é caminhar.
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 27.02.08
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20.02.08
MINUANO Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Meu estado é deplorável, Minha vida é inexistente. Meu estado é incontrolável, Minha vida mente.
Meu povo é de papel, Minha alma é uma farsa, Minha guerra é uma valsa, Meus soldados não têm quartel.
São seres vis, Guardando os libertos, Insanos despidos, Ignotos, discretos.
Em meu ego o disfarce é o sorriso. Ah, ego promíscuo! Que busca consolo em seu lixo, Cultiva tratados, destroços, detritos...
Ah, intrigante sorriso! Gelado e destoado, Brilhante, opaco e sicário, Silencioso como um brado.Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br ______//___//___//___//______ O QUE ME APETECE...
(...) falar do grande poeta chileno Pablo Neruda, que habitou neste planeta de 12 de julho de 1904 a 23 de setembro de 1973, recebeu o premio Nober de Literatura em 1971.
De suas obras que li, tenho predileção por Canto Geral, do ano de 1950, de claro caráter social, ético e político; Os Versos do Capitão, dedicado a sua amante Matilde em 1953; além de sua obra Odes Elementales, de 1954, onde podemos conferir um Poema ao Rio de Janeiro daquela época – Veja fragmentos:
“ Rio de Janeiro, el agua es tu bandera, agita tus colores, sopla y suena el el viento, ciudad, náyade negra, de claridad sin fin, de hirviente sombra, de piedra con espuma es tu tejido, el lúcido abalance el encendido ramo de tus ojos. ...Oh Belleza, oh, ciudadela de piel forforecente, granada, de carne azul, oh diosa, tatuada en sucesivas Olas de ágata negra, de tu desnuda estatua, de tu hamaca marina, el azul movimiento de tus pies arenosos, sale un aroma de jazmín mojado por el sudor, un ácido relente de cafetales y de fruterías y poco a poco bajo tu diadema, entre la duplicada maravilla de tus senos, entre cúpula y cúpula de tu naturaleza asoma el diente de la desventura, la cancerosa cola de la miseria humana, en los cerros leprosos, el racimo inclemente de las vidas.. ”
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 20.02.08
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15.02.08
SINESTESIA Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Sutileza na arquitetura dos corpos, corpo; desmaterialização dos sentidos, o sopro das estações, as pegadas do momento, “pensamento é matéria”, amar é morrer e nascer; beleza poética, poetisa – mesmo sem ser. Uma xícara de café e pela “trocentésima” vez na surda madrugada, Mobidick; um charuto, apagado (é que a fumaça me incomoda), os pés na confortabilíssima manta antiga; nas pausas da leitura, você em pensamento. – Não sei se estou triste ou feliz! – Quem sabe ansioso! – Quem sabe? Sobre a escrivaninha da sala de leitura, guardada por uma bela moldura, uma foto sua que baixei na internet, materializando o contato virtual que tivemos; “hermosa señorita”!. A madrugada segue vagarosa, meus pensamentos viajam pelo fuso horário que nos separa; o céu anuncia a chuva que vem chegando brandamente, quase como um orvalho. Quase dia, preparo mais uma taça de poesia, poesia esta que hei de beber vagarosamente. Meus pensamentos reproduzem Villa Lobos; desconstruo o tempo, trinta minutos, quem sabe até uma hora se passou e eu aqui a contemplar você na foto; minha mente em movimento uniformemente variado! Recrio o seu perfume, mesmo sem jamais tê-lo sentido; encantamento, magia alquímica... – Quero me tele-transportar! – Acaso alguém se lembrou de inventar o teletransporte? Já é dia, mas o céu fechado de chuva faz o dia parecer noite (gosto de dias assim), fumo mais um charuto - apagado, sirvo-me de mais uma taça de poesia destilada exclusivamente pra você, aperto o play do pensamento que volta a tocar Villa Lobos e contemplando sua foto rendo-me ao sono e dormindo sonho contigo. Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 15.02.08
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10.02.08
DEFINIÇÃO INDEFINÍVEL Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Amor, o que é isso, como definir esse tão complexo sentimento? Talvez, fosse correto dizer que o amor é o algo com o qual e pelo qual nós nos prendemos a outras pessoas, conhecidas ou não, algo capaz de fazer com que nos interessemos por objetos, situações, causas, enfim, tudo aquilo que faça com que nossa vida tenha um sentido, uma razão de ser. Talvez não seja algo incorreto afirmar que o amor é a engrenagem que move o mundo e faz com que ele permaneça girando, pois o amor é o item que leva pessoas das mais diferentes personalidades a se unirem para alcançarem propósitos como, dirigir uma empresa, buscar a cura para doenças, buscar formas de melhorar a qualidade de vida de outras pessoas, etc. Exemplos claros de amor podem ser observados nos mais diversos segmentos da sociedade. O amor é o ímã que atrai pessoas e faz com que elas constituam famílias e permaneçam unidas, da mesma forma que quando o amor “acaba”, estes relacionamentos se desgastam e também acabam. O amor faz com que nos comuniquemos melhor, nos faz acordar mais bem dispostos, com mais ânimo para que alcancemos os nossos objetivos. É no exercício do amor que trazemos a tona nosso mais surpreendente potencial, amar algo, ou alguém, talvez signifique muita das vezes, abrirmos mão de muitas coisas que nos dão prazer, mas nunca pode significar anular-se.“Do amor conheci todas as ausências, todas as tolerâncias e todas as minhas carências!”. (Marilena Frade) Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br ______//___//___//___//______ Citações Oportunas:“O amor é grandioso e sublime, ou quimera e caos?” (?)
“Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso, apenas, dar boas razões para que gostem de mim e ter a paciência para que a vida faça o resto...”(William Shakespeare)
“O amor é uma bela flor à beira de um precipício. É necessário ter muita coragem para a ir colher.” (Stendhal)
“O amor, para ser belo, não precisa ser eterno.” (Julio Dantas)
“A prudência e o amor não se fizeram um para o outro; à medida que o amor aumenta, a prudência diminui.” (François La Rochefoucauld)
“E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.” (Oswaldo Montenegro)
“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” (Jonathan Swift)
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 10.02.08
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09.02.08
A mim, foi dado o dom de narrar o amor; não de vivê-lo. Sofro como um cão sem dono, vagando pelos meandros de meia luz, de prostíbulos que ostentam luxo e semi-deusas, pagando caro por um pouco de carinho e amor encenado. Afogo-me em doses ultra-obesas de Martini e Rum, fingindo felicidade e poder, “amo” uma, duas, três ou quantas mulheres meu fugaz dinheiro puder comprar. Na manhã seguinte, sinto vontade de morrer! Que tolo eu fui, ao acreditar nas poesias que li, maldita hora que me encantei pela poesia e aprendi a poetizar. Pois é meu caro Augusto dos Anjos, eu também “sofro desde a epigênese da infância a influencia má do signos do zodíaco” e por isso morro um pouco a cada dia; me torno amargo. Ainda ontem encontrei-me comigo na sarjeta, eu estava só e ainda bêbado, chorando, puto da vida, e brigando com Deus. Eu também não quero nada mais que a “sorte de um amor tranqüilo”, mas parece que estou pedindo demais. Depois das ressacas, recorro sempre a meu caderninho de anotações, esta é a minha forma de pedir socorro, o que tem sido inútil, pois parece que estou a gritar no deserto.
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 09.02.08
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26.01.08
PICEUDONIMO Por: Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Melissa, Uma menina Encantadora, Que aguça a cobiça. Moderna E decidida, Quando quer não despista, Da em cima. Maravilhosa, Nunca se estressa, Na hora da conquista, Decidida, não tem pressa. Mas a verdade absoluta É que ela é linda, Vive a vida E me desperta. ______//___//___//___//______ Citação:“Se antes tivesse uma dona que subesse bem dirigi avião nóis ia dá um passei na lua, com uma viola na mão e nóis ia bate um papo e junto com Eva e Adão, eu ia bem privinido, levava até geladera, eu ia comprar pra ela um rádio de cabicera, boatava apilha do gato, miau, miau, pra pegar língua estrangera...” (Manda Manimal – Congo Capixaba – Mestre Antônio Rosa) .
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 26.01.08
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25.01.08
Più Bella Del Mondo Por: Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Que gosto tem fechar os olhos e recordar-me de você? Um sonho, um beijo apenas e em seguida, o peso da fugacidade... Culpa das horas que insistem em passar velozes, Varrendo os sonhos e subjugando a realidade. Foste dos sonhos, o melhor que já sonhei... Dos beijos, o mais verdadeiro que já dei, E embora tenha durado o tempo de um relâmpago, Hoje sei – foste tu, a pequena que mais amei. E recordar-me desta ventura, que gosto tem? Nas marinas em que hoje sento para sentir o vento, Perco-me no tempo, olhando as ondas que vão e vem! Culpa do tempo que estava descompassado, Do real que teimou em tocar o abstrato, Um breve momento, um lindo retrato. .______//___//___//___//______ Parêntesis:Para quem assim como eu é apaixonado pela Literatura Medieval; “A Divina Comédia” de Dante Alighieri, seguramente foi a melhor obra do gênero que li, é simplesmente fantástica a forma com Dante narra esta história em versos, de uma viagem pelo Inferno, Purgatório e Paraíso. Creio que irei lê-lo novamente! É absolutamente impressionante a simetria matemática relacionada ao número 03 (três) contida neste poema, a técnica utilizada é conhecida como “terza rima”, onde as estrofes de três linhas cada, rima com a forma ABA, BCB, CDC, DED, EFE, etc. impressionantemente a linha central de cada terceto controla as duas linhas marginais do terceto seguinte. Tipo assim: (primeira estrofe do Inferno)1 - Nel mezzo del cammin di nostra v ita A2 - mi ritrovai per uma selva osc ura B3 - ché la diritta via era smarr ita. A4 - Ahi quanto a dir qual era è cosa d ura B5 - esta selva selvaggia e aspra e f orte C6 - che nel pensier rinova la pa ura! B7 - Tant’è amara che poço è più m orte; C8 - ma per trattar del bem ch’i’ vi trov ai, D9 - dirò de l’altre cose ch’i’ v’ho sc orte. C10 - Io non so bem ridir com’i’ v’intr ai, D11 - tant’era pien di sonno a quel punto E 12 - che la verace via abbandon ai. D Ao fazer com que cada terceto antecipe o sim que irá ecoar duas vezes no terceto seguinte, a “terza rima” da uma impressão de movimento ao poema; como se ele não pudesse mais parar. .
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 25.01.08
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24.01.08
LEITE DE PEDRA Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Carros vão e vêm de muitos sentidos, Pessoas nos olham com olhos de poucos amigos, São todos reféns de seus objetivos, Passam lotados na vida com passos compridos..
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 24.01.08
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Divagaçõe de Um Cara Sem o Que Fazer!!! Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Todos os dia a mesmo coisa; que coisa não!!! Todos os dias a mesma procela, febre, cólera mais que furiosa, abrupta diarréia, "réiva". Fome que não se sacia, ceia que ninguém come, homem que não tem medo, mas se esconde. Doses obesas de surtos anônimos, de uma prosaica dialética protestante e sem braços nem pernas, intangível, sem ética. Batatadas ilegíveis e ilegítimas de Doutores sem graduação, intelectuais da embromação, indeléveis por sufrágio universal, por uma massa quase unanimemente boçal..
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 24.01.08
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UNÍSSONO Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira E esta circunstância me faz pensar e parafrasear:
- “Quem surgiu primeiro?” - “O antes, o outrora, a noite ou o dia?”
Saudades dos tempos em que a impulsividade governava esta carcaça!
Oblíquo Varão, insolúvel e indecifrável personagem, à margem do impossível; picula. Lembranças nem sempre muito gratas de outrora.
Apático!
Adjetivo desgraçado este de agora!
Vontade tacanha – me enoja!
“mas eu não vim até aqui pra desistir agora...”
(...) nem que isso me custe “armar químicas e poemas”..
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 24.01.08
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Tudo e nada... Sonhos... Premunições... Xingamentos... Palavrões... Sorrisos... Férias... Momentos... NOITE... Saudades... Vazio... Vícios... Palavras... Montanhas... Andes... Nepal... China... Andanças... INSÓNIA... Amores... Paixões... Liberdade... Do que se passa.... CHUVA... Lareira... Cansaço... Carinho... Chocolate quente... Opinião... NOTA MENTAL...
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