Café e Poesia
02.12.08
Só o pedal liberta!


Clique na imagem para ampliar.


Liberta dos males de um cotidiano enlouquecedor...
Liberta da mesmice e de uma existência predatória e nada sustentável.
Liberta de uma vida sedentária e insalubre.
Desperta para um mundo onde os dias têm cheiro de vida.

Em doto o mundo milhões de pessoas se unem para divulgar e conscientizar a todos sobre este meio de se locomover e que se constitui também num fantástico instrumento de integração social e ambiental, além de despertar a consciência da necessidade de uma vida sustentável e de respeito ao próximo e ao Planeta Terra.

Pedalar é viver!!!


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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 02.12.08
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25.11.08
Filosofia de Vida...





Mais que um exercício físico ou uma pratica esportiva; Uma Filosofia de Vida!


No blog da ciclista paulistana Aninha, encontrei a seguinte frase: “É bom unir o útil ao agradável, mas quando o agradável é maravilhoso essa união se torna surreal!!!”


E é verdade; talvez, SURREAL seja mesmo a palavra que melhor defina esta maravilha que é o pedalar, nas suas mais variadas modalidades – sobretudo no cicloturismo e nas cicloviagens, que são as modalidades que mais me encantam.


O cicloturista ou cicloviajante é, acima de tudo, um amante da vida, um contemplador da natureza e meio que um poeta eu diria; basta observar o vasto material, fotos, relatos deixados todos os dias nos inúmeros blogs existentes que relatam as infindáveis aventuras ciclísticas.


Dentre muitos Cicloviajantes dos quais acompanhei e acompanho os relatos pelos blogs, houve alguns relatos que mais me chamaram atenção, como os de Rafael Limaverde por exemplo, que no dia 19-11-2002 (terça-feira) pedalando no Maranhão, ainda no inicio daquela sua aventura, escreveu:



Curiosidade: A bicicleta te dá a possibilidade de sentir um local mais do que qualquer outro tipo de transporte. Cada local tem um cheiro... às vezes, é cheiro de fumo brabo, às vezes, é farinha torrada. Algumas vezes é catinga de carniça, outras é o perfume das senhoras na parada de ônibus indo pra missa.
Pedalar é sentir os cheiros do mundo.
O silêncio da bicicleta faz você ouvir os sons da natureza, das máquinas agrícolas, do choro do menino, das risadas e dos murmurinhos.
O olhar também é mágico. Os 14 segundos que você passa pedalando pela frente de uma casa à beira da estrada já te dá uma idéia de como eles vivem. Como as constroem, como cozinham, o que fazem, como trabalham e como descansam.
Como as crianças brincam, as brigas, os amores... A pouca velocidade faz você perceber todos esses detalhes e melhor é que não interfere na sua rotina a não ser aqueles poucos segundos que eles param para te olhar. Viajar de bicicleta é uma troca de perceberes.



E este fora talvez um dos melhores relatos, uma das melhores definições que já pude ler a respeito do que é o ciclotour. Porque para compreender o que quão prazeroso é pedalar, só mesmo pedalando.


Já o exemplo, de amor pela vida fica mais evidente se observarmos as viagens e o sonho do JOVEM Senhor Valdecir João Vieira ou apenas Valdo, que tive a felicidade de conhecer em 2007 quando ainda conjeturávamos realizar nosso tão sonhado Cycling Around The World; para mim ainda não será possível realizar tal aventura, mas para Valdo a viagem já tem data de início e será em janeiro de 2009.






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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 25.11.08
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10.11.08
Tudo e nada...



Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira




Caminhei por noites frias,
Frias manhãs;
Solstícios de dores,
Calçadas/divãs.




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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 10.11.08
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07.11.08
Eu sempre disse que deus era o culpado...!!!



Fonte.:
http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL800566-6091,00.html


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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 07.11.08
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06.11.08
Retalhos...





Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


Da janela de meu quarto vi minha alma se lançar ao mundo,
Fiquei mudo;
Era o eu que ficava,
O eu que partia.




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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 06.11.08
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02.11.08
Surreal...





O Mundo é Plano



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 02.11.08
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30.10.08
Há uma luz no fim do túnel!!!


Eu fico puto (apesar de saber que o mundo não vai mudar por isso), ao ver que há tanta coisa verdadeiramente boa sendo feita e surgindo por ai em nível de musica... e o “mercado” da fonográfico, tende a continuar oferecendo lixo pras pessoas.

Que porcaria é essa de “lapada na rachada”?
Que imbecilidade é essa de “to ficando atoladinha”?

Não entendo porque há em nós uma tendência perversa de valorizar o que deveríamos esconder, isso conseqüentemente, gera uma grande e perigosa inversão de valores e uma errônea valorização do que na verdade deveria ser expurgado. (vide post no fórum da comunidade MBNE do Orkut)

Fico muito feliz ao perceber que não minguou nossa capacidade de produzir coisas boas, bendito MySpace que vem nos revelando novas pérolas que a industria da música teima em esconder.

Veja por exemplo essa garota que literalmente explodiu no MySpace não pelos seu rostinho bonito, ou belo seu bubum arrebitado, mas sim, pela belíssima obra prima da música que ela nos apresenta... vale a pena parar um minutinho e ouvir o som da francesinha Stéphanie Sokolinski ou apenas SOKO; com sua voz açucarada e sua doce interpretação, num inglês britânico e sotaque francês...


SOKO




E pra quem pensa que essas revelações só acontecem lá fora, vejamos a angelical garota brasileirinha Malú Magalhães, que no alto de seus 15 aninhos de idade, chega com seu jeitinho de menininha impondo, para nossa alegria, um trabalho de gente grande.






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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 30.10.08
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29.10.08
DESOBEDIÊNCIA CIVIL



“Soy nacido muy alto para ser convertido en propiedad, para ser segundo en el control o útil servidor e instrumento de ningún Estado soberano del mundo”.
(Henry David Thoreau)



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 29.10.08
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27.10.08
MOMENTO ZEN



Muita calma nessa hora!!!!



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 27.10.08
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17.10.08


Impressão de Estar Vivo


Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


como é difícil materializar sonhos,
castelos de arei são fáceis.
já moldei muitas armações de pipa,
mas não construí nenhum avião.

almas complicadas vagueiam sempre,
sempre vagas, vagando de vagar.
e eu sempre “cavucando” vagas
que permitam continuar a sonhar.

sonhar sonhos possíveis...
possíveis?
as vezes nem sei...
e assim segue a caminhada

uma jornada eterna,
uma peça com vários atos...
estradas que se separam,
que se juntam,
que se tornam pavimentadas
e de repente esburacadas,
arenosas,
novamente asfaltadas
e assim vai...
até não dar mais!



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 17.10.08
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12.09.08
xingamentos



Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


Em meio às flores dos jardins de Liz, as almas, putrefatas, decompõem-se aos sons de flautas doces...

Corpos mal cheirosos, feiúras arrotadas a meio palmo; outros quinhentos de indiferença. Avançam nas carnes como cães famintos, fadados a morrer de fome, fracos como o mais fino graveto. Apunhalam a própria sorte que não têm, e, apesar de sangrarem muito, não morrem, porque já estão mortos, apesar de não saberem.



Italoleonardo 2007 *italoleonardo@´s hipertextos®.
Todos os direitos reservados.
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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 12.09.08
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10.08.08



MATIZ


Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


Matiz dourado
De um azul cerúleo,
Vermelho claro
Premeditado.

Tela sonhada
De cores vivas,
Bem nutridas,
Matizadas.

Óleo sagrado,
De uma pintura santa,
Tão bela que a modéstia espanta;
Pintor pirado! [com olhar severo exclama, reclama.]

Pintor fulano
Que em sonhos
Planos
Taça traços e troços
De corpos vivos
Em planos tortos. [que coisa Srº. Ciclano!]




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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 10.08.08
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25.07.08
"Ler devia ser proibido"






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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 25.07.08
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16.07.08
apenas isso




Dance monkeys, dance (portuguese version from Brazil)




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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 16.07.08
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10.07.08


LOUCURA INSANA


Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


Ah, loucura insana!
Que a mim nunca engana.
Deixe de infligir as regras desta lei profana.
E siga a linha reta, deste novo inferno que vos aclama.

Deixe-se levar nas asas da sobriedade tonta.
Saia da podridão social corrosiva de máxima segurança mortal,
Torça pela feia a horrível, a mais terrível.
E que ganhe a bonita.

Não incite a briga,
Vamos amar a vida,
Mas vamos encher a cara de “birita”,
E quando alguém lhe esbarrar, saque um trinta e oito e
arranque a sua vida.

Não inflija as regras,
Não ignore as leis,
Não destrua a terra,
Exploda Angra dos Reis.

Ah, loucura insana!
De pobres homens desgraçados.
Ah, sobriedade tonta,
De pobres seres apavorados.

Não destrua a si mesmo,
Não faça mau a si próprio,
Cheire, fume, injete e beba,
E caia no abismo esperto da cidade negra.

Tempos difíceis,
Tempos arriscados.

“Alacazam”, abracadabra,
Mágicas não acontecem,
Está provado em novos corpos jovens
Que padecem.



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 10.07.08
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08.07.08






eu disse amenidades... eu preciso de amenidades... simplesmente amenidades...




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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 08.07.08
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06.07.08
xingamentos



Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


eu apenas quero amenidades, chega de ventos fortes que desestabilizam
recordo-me sempre de Sun Tzu, mas, não consigo aplicar “equações”
há dias que começam com amenidades e terminam em fortes tempestades
jogar tudo por alto gritar como louco e dormir um sono leve e profundo
parece ser a melhor hipótese ou apenas a saída mais fácil e mais viável pra tudo
eu não queria mais que simplesmente amenidades. Um jardim de inverno
e um inverno que durasse até o fim do verão.



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 06.07.08
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29.06.08
Como não se Indignar?



Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira



Não é tarefa mui custosa indignar-se com o Brasil, pelo menos para quem assim como eu, não é dado a futebol, pagode e carnaval, muito pelo contrário, estas coisas me irritam um bocado, não pela “coisa” em si, mas pela atenção e importância que se da a estas superfluidades.

Sendo assim, sou solidário a um antigo desabafo de meu caro amigo Homero.

Eu também não suporto a flexibilidade, o desinteresse e o desleixo de nosso povo, para com as questões NACIONAIS, como já pude relatar por diversas vezes em vários fóruns de discussão dos quais participo. Às vezes, as circunstancias nos faz parecer uns chatos, que ficam sempre a repetir a mesma história e eu sei bem disto, pois em muitas vezes, em conversas com amigos, notei o flagrante desprezo deles pelos assuntos de cunho político, preferem falar de futebol e BBB.

Raríssimas foram às vezes em que pude ler um texto que relatasse tão bem esta triste personalidade do povo brasileiro, quanto no dia 22 de janeiro 2006 (domingo), quando foi postado no blog do “MBNE” um texto intitulado “Reflexão”, de autoria de Andrei Pleshu, descrito logo abaixo.


Reflexão
Autor: Andrei Pleshu, filósofo romeno.

“No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno, o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”...

Mas ainda creio em mudanças, mesmo sabendo que sou um tolo por acreditar nisto, afinal, não se pode mudar assim de uma hora para outra, séculos de submissão, afetação e alienação mental, o que também não é desculpa para continuarmos sendo assim; um povo tão relaxado.


Texto publicado originalmente em 2006 em outro blog meu já extinto.


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Vejamos um atualíssimo poema de Gregório de Matos Guerra, o "Boca do Inferno", escrito no século XVII. O poema referia-se à Bahia daquela época, contudo é impressionante como se aplica bem ao Brasil de hoje.

(fragmentos)

1
Que falta nesta cidade?.......... Verdade.
Que mais por sua desonra? .... Honra.
Falta mais que se lhe ponha? ... Vergonha
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.


9
A Câmara não acode?.............. Não pode.
Pois não tem todo o poder? ...... Não quer.
É que o governo a convence? ... Não vence.
Quem haverá que tal pense,
Que uma Câmra tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.


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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 29.06.08
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20.06.08
Xingamentos...



Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


Não creio mais na metade do que acreditava antes, e não é porque eu não estou bem comigo que falo assim, é o tal deus que joga sujo, blefa, esconde cartas nas mangas, joga dados pra nós, essa porra toda não passa de uma merda de um jogo fudido do qual eu já estou de saco cheio.

E não venha me dizer que eu devo ter fé, fé e instrumento de otário, não luta não pra ver se deus vai vir colocar pão na sua mesa seu mané.

Até tenho muita boa vontade ainda pra acreditar em algumas pessoas, acreditar que elas se magoam ao se confrontarem com o fim, com partidas, coisas desse tipo.

A loucura da vida se faz no momento em que decidimos como viveremos. Se é que temos o poder dessa decisão!

Amanhã ou depois, e pra alguns, tanto faz se depois for nunca mais, alguém virá te pedir para seja forte, segure sua barra e se conforme com as derrotas, há débeis mentais que enxergam nobreza nisso. Eu não e não hei de enxergar nunca, pelo simples fato de que não há nobreza nenhuma nisso.

Nesse porra de jogo, até hoje eu só perdi e quando achei que tinha ganhado...

Puta que pariu!

O jogo me enganou!



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Todo menino que vem sentar-se nos bancos de uma escola traz consigo, sem consciência de tal, o conhecimento prático dos princípios da linguagem, o uso dos gêneros e dos números, das conjugações e, sem sentir, distingue as várias espécies de palavras.¹

(...) alguns de meus vizinhos, tanto em Itamaracá quanto em Jaguaribe, entravam às vezes enquanto eu estava lendo e achavam estranho que eu achasse prazer nesta atividade. Eu me lembro de um homem que dizia:
– O senhor não é um padre; portanto, por que o senhor lê? O senhor está lendo um breviário? Em outra ocasião, contaram-me que eu tinha granjeado a fama de um homem muito santo, porque estava sempre lendo.²



¹ BARBOSA, Rui. ‘Reforma do ensino primário’. In: __. Obras completas. Rio de Janeiro, Ministério de Educação e Saúde, s.d. p. 225
² KOSTER, H. Travels in Brazil. London, 1817.



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 20.06.08
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13.06.08



U R U B U S E R V A Ç Õ E S



Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira



As pessoas começam a se aglomerar, “phoderástica vibe”! Gente pra cassete numa mistura louca de tudo e mais um pouco, gente louca, esquizofrênica, chapada, chutada, frenéticamente frenéticas e “numa nice”.

Gostos pra todos os tipos, tipos alucinados e alucinantes pra todos os gostos, até para os que vomitam no final e gritam com um entusiasmo já desgastado, quase, mas quase empolgante:


Ohooooooo!!!


Tem gente que é o demônio de si mesmo e acredite; isso não necessariamente é uma coisa ruim.

Em meio a tudo isso, ontem eu transportei um mutilado que chorava como um louco, coitado, uma mina louca arrancou-lhe o coração.

Nossa!!!

Até eu senti a dor do pobre desgraçado, as notícias que tenho é que seu estado é grave e pode até ser que ele não sobreviva.

É, a vida é assim mesmo, as pessoas se arriscam muito, pulam da exosfera, só pra sentir a adrenalina do vento soprando nos ouvidos enquanto o pára-quedas não se abre.

E definitivamente, o auge disto é quando ele não se abre!

“Pléfit!”



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 13.06.08
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09.06.08
Olhares...





NÓS NÃO TEMOS A MÍNIMA CAPACIDADE DE APRENDER COM NOSSOS ERROS!


Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


Na década de 80 a banda Plebe Rude já cantava Até Quando Esperar, musica em que protesta contra a desigualdade social brasileira, onde a letra dizia: “com tanta riqueza por aí / onde é que está / cadê sua fração?... posso vigiar seu carro, te pedir trocados, engraxar seus sapatos?”, o mais impressionante é perceber que os caras da Plebe Rude não estavam sozinhos nesse barco e assim como eles, quase todas as bandas dos anos 80 traziam em seus repertórios musicas repletas de criticas políticas e sociais, e, ainda assim, continuamos caminhado cegamente sob a prancha em alto mar.

Hoje o que vemos pelas ruas das grandes e pequenas cidades deste nosso Brasil Varonil, nada mais é que o agravamento na patologia social que atualmente permeia com força total todas as camadas sociais deste nosso povo tupiniquim.

O que podemos concluir com essas pequenas reflexões?

“Às vezes nunca sei se “às vezes” leva crase.”


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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 09.06.08
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05.06.08


LA LUNA


Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


En la luna,
Vejo a luva,
Que escreveu o meu trovar,

En la luna,
Vejo o belo, lido,
Seu olhar.

Y en la brisa,
Sinto a calma,
O seu doce transpirar,

Y en la lluvia,
Sinto a mágoa,
Que causou o seu chorar,

Y en su piel,
Sinto o aroma,
De uma flor a perfumar,

Y en su rosto,
A beleza,
Que me induziras a te amar.




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Rock Anos 80

Camisa de Vênus, ou apenas Camisa para os intimos, foi uma das mais polêmicas bandas de rock brasileiro.

Criada em Salvador pelo vocalista Marcelo Nova, Robério Santana na guitarra, Karl Hummel no baixo e Gustavo Mullen. O lançamento do primeiro compacto, "Primo Zé" e "Controle Total", aconteceu em 1982. Já o primeiro álbum, Camisa de Vênus, foi lançado em 1983 pela Som Livre.

O Camisa de Vênus foi expulso da gravadora Som Livre após o primeiro disco porque não quis mudar seu nome, que a gravadora considerava "difícil" de ser divulgado. A gravadora também tirou o disco fora de catálogo e, durante mais de um ano e a banda ficou sem gravadora. Em 1985, assinaram com a RGE, que relançou o primeiro disco da banda. Ainda em 1985, foi lançado Batalhões de Estranhos, do qual lançaram com sucesso o single "Eu Não Matei Joanna D'arc".

A banda lotava ginásios em todo o país e lançaram um disco ao vivo, Viva, de 1986, que conseguiu boas vendagens. Assinaram um novo contrato com a WEA e lançaram o álbum Correndo O Risco, do qual "Só O Fim" se tornou um hit.

Em outubro de 1987 foi lançado o álbum duplo Duplo Sentido. Em novembro, Marcelo Nova deixou a banda e o Camisa de Vênus chegou ao fim. Em 1995, o Camisa voltou a se apresentar com uma formação diferente, que lançou o último álbum, Quem É Você?

Discografia
1982 - Controle Total (compacto)
1983 - Camisa de Vênus
1984 - Batalhões de Estranhos
1986 - Viva - Ao Vivo
1986 - Correndo o Risco
1987 - Duplo Sentido
1988 - Liberou Geral
1990 - Bota pra Fudê
1995 - Plugado! (ao vivo)
1996 - Quem É Você?


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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 05.06.08
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03.06.08
Do que vejo...





ContrapontoTIDELAND
“Um mundo imaginário onde os vaga-lumes têm nome, os esquilos falam e cabeças de boneca, há muito tempo separadas de seus corpos, são suas melhores amigas.”

Eu diria que esse filme é bom sim, de uma forma bem estranha... ressalto que é necessário que quem o veja tenha paciência, para duas horas de uma história pra lá de abstrata, inclusive, há quem compare TERRY GILLIAN à Salvador Dali, pois consideram seus filmes, abstratos como as telas de Dali.

O filme trás história de uma menina que se encontra sozinha logo depois que seus pais morrem, em circunstancias diferentes de overdose, toda a história é bastante louca, após ficar sozinha numa fazenda onde não há comida, água ou qualquer outra coisa além de uma casa velha repleta de coisas velhas de sua falecida avô, a menina Jeliza Rose cria um mundo imaginário onde suas melhores amigas são quatro cabeças de bonecas.

Encontrando-se só, Jeliza Rose acaba “afundando-se” cada vez mais em seu mudo de faz de conta, numa tentativa (inconsciente) de evitar o sofrimento de sua cruel realidade. Eis então que a garota conhece Dickens que é portador de deficiência mental e tem a mentalidade de um garoto de 10 anos, que mora com sua irmã Dell, que também se apresenta como sendo uma pessoa perturbada.

Dickens passa seus dias escondido em um ônibus abandonado esperando para capturar o tubarão-monstro que vive em uma ferrovia, e Jeliza Rose passa a acompanhá-lo.

O filme conta com uma excelente atuação da garota Jodelle Ferland, que interpreta Jeliza; protagonizado por uma criança, o filme não é nada infantil.

Dou nota
5,0 para este filme. Contraponto é um filme travado, quando você pensa que a história vai chegar a seu clímax, ele continua no mesmo compasso. É um filme bom, mas tem que ter paciência pra aturar suas duas horas de uma "arrastada" história.



Ficha Técnica

Elenco:
Jodelle Ferland
Janet McTeer
Brendan Fletcher
Jeff Bridges
Jennifer Tilly

Direção:
Terry Gilliam

Produção:
Gabriella Martinelli
Jeremy Thomas

Fotografia:
Nicola Pecorini

Trilha Sonora:
Jeff Danna
Mychael Danna



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 03.06.08
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29.05.08
Reverberações



Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira



Esse silêncio quase “sepulcral” me incomoda, esses murmúrios fúnebres, essa apatia generalizada, uma indignação cautelosa, o habito de conforma-se, esta fúria que logo se torna mansa.

De um segundo para o outro, explodem granadas, morteiros, coquetéis molotov, agente então até resmunga, mas logo nos tornamos indiferentes aos estampidos, aos mortos e mutilados.





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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 29.05.08
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20.05.08



VIL ABSTRAÇÃO


Por;Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


Quantos olhos e luas se passaram?
... há de haver lobos e lobisomem,
Há de haver fogo e corpos carbonizados,
Sangue pisado e eu ali – inerte, apesar de vivo.

Há de haver gritos,
Que poucos ouvirão,
Há de haver sangue
E eu, hei de rir compulsivamente.

Creio piamente na força do opaco,
Pacto das estrelas e céus de trovoadas,
Há de haver felicidade
Na asa quebrada de uma fada.

Não creio na doçura dos versos de amor,
Creio na lâmina que corta a carne,
Creio na necrose que a apodrece
Creio na prece do ímpio.

Creio na morte após a morte,
Creio no fim absoluto depois do corte.
Deus é lenda,
Vil abstração!


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Neste vídeo linkado, você verá algumas coisas:

São cenas de charlatanismo desenfreado, cenas de claro preconceito contra homossexuais, paranóia, cenas de histeria coletiva.
Vimos pessoas com genuínos casos de epilepsia e outras simplesmente charlatãs.
Porém, ao invés de receberem o atendimento médico que precisam, são tratadas como cobaias em um circo de horrores doentio. Ao invés de receberem remédios que curariam ou controlariam a sua condição, são tidos como “endemoniados”, só porque ignorantes de milênios atrás não conheciam a doença.
Vimos pessoas claramente hipnotizadas. Qualquer ilusionista minimamente treinado pode hipnotizar uma pessoa que seja devidamente suscetível. Pode faze-lo pensar que está bêbado, ou doente, ou que é um animal qualquer, ou ainda, que recebeu o “espírito santo”...
E quer alguém mais suscetível que crentes ansiando por receber o tal “espírito”?
Vimos pessoas que apenas acham que receberam o tal espírito, que caíram para trás, junto com a turma, apenas porque “foram na onda”.
Como na história infantil chamada “A Roupa Nova do Imperador”. Ninguém conseguia ver a roupa nova do rei, mas ninguém admitia isso, para não se passar por “tolo”.
Foi necessário a inocência de uma criança para que todos percebessem que o rei estava nu.
O mesmo ocorreu aqui: o rei estava nu, mas ninguém queria se passar por tolo, ou “infiel”, indigno de receber o “espírito santo”.
Como chegamos a esse ponto?
Não aprendemos nada com os erros do passado?
Com as crendices inúteis?
Com os enganadores compulsivos?
Nós somos melhores que isso!
Pessoas querem tanto uma cura, que confiam em qualquer um.
E se a mulher que teve o tumor “removido” morrer, por achar que está realmente curada?
Quem será o responsável?
Quem será o culpado? (provavelmente ainda a culparão de ter tido pouca fé)
Mas na verdade, será mais uma morte nas mãos da igreja.
Mais uma entre tantas!
Precisamos acabar com isso, vamos usar a razão, vamos usar o pensamento, vamos construir um futuro melhor, sem crendices, sem enganadores, sem o veneno da religião.
Texto de Cristiano

“A religião de uma era é o motivo de piada da era seguinte.”



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 20.05.08
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