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Café e Poesia
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15.02.08
SINESTESIA Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Sutileza na arquitetura dos corpos, corpo; desmaterialização dos sentidos, o sopro das estações, as pegadas do momento, “pensamento é matéria”, amar é morrer e nascer; beleza poética, poetisa – mesmo sem ser. Uma xícara de café e pela “trocentésima” vez na surda madrugada, Mobidick; um charuto, apagado (é que a fumaça me incomoda), os pés na confortabilíssima manta antiga; nas pausas da leitura, você em pensamento. – Não sei se estou triste ou feliz! – Quem sabe ansioso! – Quem sabe? Sobre a escrivaninha da sala de leitura, guardada por uma bela moldura, uma foto sua que baixei na internet, materializando o contato virtual que tivemos; “hermosa señorita”!. A madrugada segue vagarosa, meus pensamentos viajam pelo fuso horário que nos separa; o céu anuncia a chuva que vem chegando brandamente, quase como um orvalho. Quase dia, preparo mais uma taça de poesia, poesia esta que hei de beber vagarosamente. Meus pensamentos reproduzem Villa Lobos; desconstruo o tempo, trinta minutos, quem sabe até uma hora se passou e eu aqui a contemplar você na foto; minha mente em movimento uniformemente variado! Recrio o seu perfume, mesmo sem jamais tê-lo sentido; encantamento, magia alquímica... – Quero me tele-transportar! – Acaso alguém se lembrou de inventar o teletransporte? Já é dia, mas o céu fechado de chuva faz o dia parecer noite (gosto de dias assim), fumo mais um charuto - apagado, sirvo-me de mais uma taça de poesia destilada exclusivamente pra você, aperto o play do pensamento que volta a tocar Villa Lobos e contemplando sua foto rendo-me ao sono e dormindo sonho contigo. Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 15.02.08
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10.02.08
DEFINIÇÃO INDEFINÍVEL Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Amor, o que é isso, como definir esse tão complexo sentimento? Talvez, fosse correto dizer que o amor é o algo com o qual e pelo qual nós nos prendemos a outras pessoas, conhecidas ou não, algo capaz de fazer com que nos interessemos por objetos, situações, causas, enfim, tudo aquilo que faça com que nossa vida tenha um sentido, uma razão de ser. Talvez não seja algo incorreto afirmar que o amor é a engrenagem que move o mundo e faz com que ele permaneça girando, pois o amor é o item que leva pessoas das mais diferentes personalidades a se unirem para alcançarem propósitos como, dirigir uma empresa, buscar a cura para doenças, buscar formas de melhorar a qualidade de vida de outras pessoas, etc. Exemplos claros de amor podem ser observados nos mais diversos segmentos da sociedade. O amor é o ímã que atrai pessoas e faz com que elas constituam famílias e permaneçam unidas, da mesma forma que quando o amor “acaba”, estes relacionamentos se desgastam e também acabam. O amor faz com que nos comuniquemos melhor, nos faz acordar mais bem dispostos, com mais ânimo para que alcancemos os nossos objetivos. É no exercício do amor que trazemos a tona nosso mais surpreendente potencial, amar algo, ou alguém, talvez signifique muita das vezes, abrirmos mão de muitas coisas que nos dão prazer, mas nunca pode significar anular-se.“Do amor conheci todas as ausências, todas as tolerâncias e todas as minhas carências!”. (Marilena Frade) Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®. Todos os direitos reservados. italoleonardom@yahoo.com.br ______//___//___//___//______ Citações Oportunas:“O amor é grandioso e sublime, ou quimera e caos?” (?)
“Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso, apenas, dar boas razões para que gostem de mim e ter a paciência para que a vida faça o resto...”(William Shakespeare)
“O amor é uma bela flor à beira de um precipício. É necessário ter muita coragem para a ir colher.” (Stendhal)
“O amor, para ser belo, não precisa ser eterno.” (Julio Dantas)
“A prudência e o amor não se fizeram um para o outro; à medida que o amor aumenta, a prudência diminui.” (François La Rochefoucauld)
“E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.” (Oswaldo Montenegro)
“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” (Jonathan Swift)
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 10.02.08
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09.02.08
A mim, foi dado o dom de narrar o amor; não de vivê-lo. Sofro como um cão sem dono, vagando pelos meandros de meia luz, de prostíbulos que ostentam luxo e semi-deusas, pagando caro por um pouco de carinho e amor encenado. Afogo-me em doses ultra-obesas de Martini e Rum, fingindo felicidade e poder, “amo” uma, duas, três ou quantas mulheres meu fugaz dinheiro puder comprar. Na manhã seguinte, sinto vontade de morrer! Que tolo eu fui, ao acreditar nas poesias que li, maldita hora que me encantei pela poesia e aprendi a poetizar. Pois é meu caro Augusto dos Anjos, eu também “sofro desde a epigênese da infância a influencia má do signos do zodíaco” e por isso morro um pouco a cada dia; me torno amargo. Ainda ontem encontrei-me comigo na sarjeta, eu estava só e ainda bêbado, chorando, puto da vida, e brigando com Deus. Eu também não quero nada mais que a “sorte de um amor tranqüilo”, mas parece que estou pedindo demais. Depois das ressacas, recorro sempre a meu caderninho de anotações, esta é a minha forma de pedir socorro, o que tem sido inútil, pois parece que estou a gritar no deserto.
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 09.02.08
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26.01.08
PICEUDONIMO Por: Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Melissa, Uma menina Encantadora, Que aguça a cobiça. Moderna E decidida, Quando quer não despista, Da em cima. Maravilhosa, Nunca se estressa, Na hora da conquista, Decidida, não tem pressa. Mas a verdade absoluta É que ela é linda, Vive a vida E me desperta. ______//___//___//___//______ Citação:“Se antes tivesse uma dona que subesse bem dirigi avião nóis ia dá um passei na lua, com uma viola na mão e nóis ia bate um papo e junto com Eva e Adão, eu ia bem privinido, levava até geladera, eu ia comprar pra ela um rádio de cabicera, boatava apilha do gato, miau, miau, pra pegar língua estrangera...” (Manda Manimal – Congo Capixaba – Mestre Antônio Rosa) .
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 26.01.08
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25.01.08
Più Bella Del Mondo Por: Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Que gosto tem fechar os olhos e recordar-me de você? Um sonho, um beijo apenas e em seguida, o peso da fugacidade... Culpa das horas que insistem em passar velozes, Varrendo os sonhos e subjugando a realidade. Foste dos sonhos, o melhor que já sonhei... Dos beijos, o mais verdadeiro que já dei, E embora tenha durado o tempo de um relâmpago, Hoje sei – foste tu, a pequena que mais amei. E recordar-me desta ventura, que gosto tem? Nas marinas em que hoje sento para sentir o vento, Perco-me no tempo, olhando as ondas que vão e vem! Culpa do tempo que estava descompassado, Do real que teimou em tocar o abstrato, Um breve momento, um lindo retrato. .______//___//___//___//______ Parêntesis:Para quem assim como eu é apaixonado pela Literatura Medieval; “A Divina Comédia” de Dante Alighieri, seguramente foi a melhor obra do gênero que li, é simplesmente fantástica a forma com Dante narra esta história em versos, de uma viagem pelo Inferno, Purgatório e Paraíso. Creio que irei lê-lo novamente! É absolutamente impressionante a simetria matemática relacionada ao número 03 (três) contida neste poema, a técnica utilizada é conhecida como “terza rima”, onde as estrofes de três linhas cada, rima com a forma ABA, BCB, CDC, DED, EFE, etc. impressionantemente a linha central de cada terceto controla as duas linhas marginais do terceto seguinte. Tipo assim: (primeira estrofe do Inferno)1 - Nel mezzo del cammin di nostra v ita A2 - mi ritrovai per uma selva osc ura B3 - ché la diritta via era smarr ita. A4 - Ahi quanto a dir qual era è cosa d ura B5 - esta selva selvaggia e aspra e f orte C6 - che nel pensier rinova la pa ura! B7 - Tant’è amara che poço è più m orte; C8 - ma per trattar del bem ch’i’ vi trov ai, D9 - dirò de l’altre cose ch’i’ v’ho sc orte. C10 - Io non so bem ridir com’i’ v’intr ai, D11 - tant’era pien di sonno a quel punto E 12 - che la verace via abbandon ai. D Ao fazer com que cada terceto antecipe o sim que irá ecoar duas vezes no terceto seguinte, a “terza rima” da uma impressão de movimento ao poema; como se ele não pudesse mais parar. .
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 25.01.08
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24.01.08
LEITE DE PEDRA Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Carros vão e vêm de muitos sentidos, Pessoas nos olham com olhos de poucos amigos, São todos reféns de seus objetivos, Passam lotados na vida com passos compridos..
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 24.01.08
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Divagaçõe de Um Cara Sem o Que Fazer!!! Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira Todos os dia a mesmo coisa; que coisa não!!! Todos os dias a mesma procela, febre, cólera mais que furiosa, abrupta diarréia, "réiva". Fome que não se sacia, ceia que ninguém come, homem que não tem medo, mas se esconde. Doses obesas de surtos anônimos, de uma prosaica dialética protestante e sem braços nem pernas, intangível, sem ética. Batatadas ilegíveis e ilegítimas de Doutores sem graduação, intelectuais da embromação, indeléveis por sufrágio universal, por uma massa quase unanimemente boçal..
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 24.01.08
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UNÍSSONO Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira E esta circunstância me faz pensar e parafrasear:
- “Quem surgiu primeiro?” - “O antes, o outrora, a noite ou o dia?”
Saudades dos tempos em que a impulsividade governava esta carcaça!
Oblíquo Varão, insolúvel e indecifrável personagem, à margem do impossível; picula. Lembranças nem sempre muito gratas de outrora.
Apático!
Adjetivo desgraçado este de agora!
Vontade tacanha – me enoja!
“mas eu não vim até aqui pra desistir agora...”
(...) nem que isso me custe “armar químicas e poemas”..
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 24.01.08
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