Café e Poesia
19.03.08


RESPONDENDO UM AMOR NA INCERTEZA


Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira
09-08-95



Quando você pensa que esta tudo cercado,
Você olha para todos os lados,
Estufa o peito enchendo os pulmões de ar
E ao chegar bem perto o certo vira incerto.

Por ela me apaixonei,
Chorar até chorei,
Dias, noites nela pensei,
E no fim das contas eu fracassei.

E o certo que um dia virou incerto,
Hoje se confirma na certeza do incerto,
E mesmo na incerteza a amei.
E tenho certeza que o que senti era certo e verdadeiro.

E saibam,
Que a incerteza dói muito,
Que o que não me é correspondido machuca,
Mas a certeza de não ti ter me derruba.


Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®.
Todos os direitos reservados.
italoleonardom@yahoo.com.br
Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 19.03.08
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24.03.08


FEITO O AZUL QUE ABRAÇO


Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


Dentro de mim habita um homem
Que tem fome.
Sua luz é diferente...
Habita um homem “crente”,
Que sonha,
Que cresce a cada dia,
De uma forma sensacional.
Habita um homem que busca
A última gota de vida em cada dia.
Dentro de mim habita uma enorme esperança,
De que tudo seja ameno
E o menos doloroso possível.
Habitam inúmeras incertezas,
Habita um homem duro, reto,
Mas também sensível.
Dentro de mim habita um homem
Que chora, mas que também sorri.
Habitam inúmeros amores, que não escolhi.
Dentro de mim habita um homem
Que tem fome.
Um homem forte,
Que chora,
Que ama,
Que sonha,
Que sorri.
Dentro de mim habita uma alma,
Que voa alto
E executa rasantes espetaculares.



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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 24.03.08
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30.03.08


PALAVRAS

Erros que Cometemos?

Por; Ítalo Leonardo do Amaral Moreira


Muitos são os momentos em que me coloco numa espécie de transe, talvez numa tentativa de sintonizar uma “FM Astral” que toque sonoros e energéticos blues, que me permitam, num estado de nirvana, entender toda esta loucura que nos cerca e nos faz envelhecer a passos largos.

Ouvi um dia alguém dizer:

- “Além de nós, outros também têm problemas”.

Sim, mas e daí?

Seria talvez, tal comentário sido feito como forma de “consolo”, para nos dar a idéia de que não estamos “sozinhos” neste tal barco furado e que assim, não seríamos os únicos a ter problemas?

Triste realidade esta nossa de seres humanos, racionais e cheios de vontades, conceitos e preconceitos, talvez por isso, irremediavelmente frustrados.

Quem não tem a sua própria masmorra, úmida e fria, repleta de ratos e sombras aterrorizantes com formato de monstros?

Quem não tem seus próprios fantasmas, camaradas ou não, que te tiram o sono fazendo-te passar noites a fio, te levando a exaustão, na busca de soluções para problemas que em suma, nem são tão problemáticos assim.

Convivendo com outras pessoas pude perceber inúmeras realidades, semelhantes sim, mas nunca iguais. Isso me deu a chance de perceber que os problemas não existem de fato, pois uma vez que algo que não me afeta pode causar transtorno a outros, posso concluir que um “problema” seja a soma de uma situação às percepções e conceitos que construímos ao longo dos anos.

É simples:
Para que haja fogo, é preciso que se tenha combustível, comburente e calor, eliminado um destes elementos, extingue-se o fogo, é provável que assim também seja com os nossos problemas, elimina-se uma das causas e ele se extingue, quase sempre procuramos extingui-lo eliminando o problema. Talvez, não seria mais fácil trabalharmos os nossos conceitos e percepções?



Italoleonardo 2008 *italoleonardo@´s hipertextos®.
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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 30.03.08
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04.04.08


MEMÓRIAS DO ALTEREGO


My little friend Matheus!!!!!!!!!!

Como é que estão as modas meu caro?

Há quanto tempo não nos vemos!!!!!!!

Recordo-me como se fosse ontem daquela vez em que fomos a aquele bordel e aquelas mulheres, todas a nos servir tulipas transbordando sexo...............
Não me esqueço daquela oriental, 19 anos era a idade dela se não me engano, com aquele português mau falado... (...) descobri mais tarde que aquela lingüinha possuía outros predicados!

Se não me engano foram umas duas garrafas de Whisky, Dimple – já era dia quando saímos de lá!

Precisamos volta lá meu amigo!!!

Hasta Hotra!!!!!!!!!!!!!!!!




My careless and dear Italo,

Por aqui as coisa continuam indo sempre como nunca foram, há dias sem luz e noites sem sono.

Mas, você me recordou de uma de nossa tantas desventuras, o que me fez analogar com aquela viagem à Paris que fizemos no auge de nossa juventude. Você com certeza deve se recordar de como a la bélle estava realmente encantadora naquela primavera sessentista, era o ápice do poder jovem, você militava em comícios nos boulevars do oeste, grintando à plenos pulmões palavras de ordem contra o mundo em que estávamos tornando tão degradado, enquanto eu enrolava outro rasch no apartamento e lia baudelaire, mas à noite, ah! à noite tudo era oniríco na cidade das luzes! um sonho de bebâdo como estavámos pela beleza de vinhos baratos e amáveis deimoselles por toda parte nos convidando para um drink e algo mais...

Não sei porque isso me lembrou aquela louca viagem de carona ao México, mas esta é outra estória...


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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 04.04.08
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13.04.08


GERARDIM E A TAR DE BICICRETA





Por: Ítalo Leonardo do Amaral Moreira




Bicicreta,
Cigarro de palha...
Eta Gerardim!
Conte esse troço direito pra mim.

A muié deu defeito,
Ocê levou pro Drº concertar,
E na vorta pra casa o filho do Zé Firmino
Trouxe uma tar de bicicreta pr’ocê exprimentar.

Então, lá no campo de avião
Depois de andar de pareia,
Chapo o pé no estribo da bicha
Jogou a perna por cima do lombo.

Levando um baita tombo.
E ali se deu por horas e horas
O duelo do Gerardim com a tar de Bicicreta,
Que o derrubou um monte de vez e não andou, desse tanto.

E Gerardim muito nervoso,
Resolveu largar daquele alvoroço
E ir embora com ela de pareia,
Antes que ele ficasse sem couro nas ponta dos oso.

Mas o bicho é tinhoso, não descansa,
Levantou na segunda-feira para ir pro serviço
E pensou: – “Eu levo ocê comigo, bicicreta tinhosa,
Te dou umas esfrega no caminho, quero vê se ocê num amansa!”

Mas o caminho era descambado, a tar de bicicreta pego um imbalo,
E ele, apavorado, juntou nos guampim da bicha, diministrô mais o menos no prumo;
E a bicicreta era atentada, deu uma baita duma rabiada
Jogando o Gerardim contra um lote fechado com arame farpado.

Eta Gerardim atrapalhado! Percebendo o inevitável tombo,
Chamou tudo que é santo, até que gritou um mais agraduado,
Que não pode livra-lo do tombo, mas torou o arame farpado,
Diminuindo um mucado os estrago to tombo.

E assim seguiu-se a luita de Gerardim contra a tar Bicicreta.
Um aranzé danado! Era bicicreta prum lado e Gerardim pro outro lado.
E eis que, irritado, ele cramava de dor, já tudo ralado,
Dizia: – “intero três obijeto que eu num tenho mais cunfiança,
Bicicreta, cigarro de palha
E sortado.




Italoleonardo 2007 *italoleonardo@´s hipertextos®.
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italoleonardom@yahoo.com.br



OBS:. Inspirado em Geraldinho Contador de Causo, em um de seus causos que mais gosto que é o da Bicicleta.
Ver link em: http://br.youtube.com/watch?v=zwYiqNF0LAI


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Escrito por Ítalo Leonardo do Amaral Moreira em 13.04.08
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